domingo, 15 de novembro de 2009

A realidade da realeza

Aproveitando o gancho do feriado essa semana (dia 11 passado), nosso príncipe de Gales veio fazer um tour no Canadá. E trouxe a tiracolo a duquesa de Cornwall.

Pra quem não sabe, o Canadá ainda é parte de uma espécie de "monarquia constitucional", representada pela governadora-geral Michaëlle Jean, nomeada pela rainha Elizabeth II em 2005. Somente em 1982 (isso mesmo!!!) o Canadá foi reconhecido como uma nação soberana e 100% (?) independente dos britânicos.

O sentimento geral dos canadenses deve ser mais ou menos o mesmo dos britânicos... Com todo respeito à realeza, meras figuras decorativas. Depois dos comentários que li nos jornais, prega-se o rompimento. E não é de hoje. Claro que o contrário também persiste, aquele sentimento de fazer parte de algo que um dia ajudou a formar tudo isso.

Um deles que li falava mais o menos o seguinte: o cara me sai lá da Inglaterra e vem pra cá ficar andando de voo (sem o chapeuzinho. SNIF!) fretado pra lá e pra cá às custas dos cofres da plebe. E em tempos de vacas magérrimas, eu vou ter que assinar embaixo da declaração do jornalista Paul Sullivan.

O que eu acho? Não chego a ser tão extremista quando o Sullivan, mas acho que falta sim um pouco de bom senso de Sua Majestade... Bancar esses luxos pra quem vive naquela pompa toda beira o ridículo mesmo. E peraí: esse $$$ é de quem, né? Rerererere... Adivinha!

Deixo claro que não tenho nada contra Vossa Majestade. Aliás, recomendo o excelente filme "The Queen" que mostra o ser humano Elizabeth Alexandra Mary.

O Canadá precisa de rei e rainha? Respeitar o que já fizeram é uma coisa; manter esses privilégios só por causa disso... Melhor não, né? Monarquia existe em muitos lugares ainda e funciona muito bem. Aqui, desnecessário.

Abraços!

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