segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Precisar ou não precisar, eis a questão

As tantas profecias de que eu iria adorar fazer compras para o Liam não se concretizaram. Ainda morro de preguiça, mas se serve de consolo acho até que melhorei.

Fico vendo várias amigas grávidas ou que acabaram de ter filhos, a maioria delas já estava com tudo arrumadinho com 6 meses de gestação. Semana que vem completamos 8 meses e a cômoda do neném ainda nem chegou. Não sou tão feia assim, ele já tem bercinho, colchão, quarto pintado e roupinhas suficientes para o primeiro mês (pelo menos eu acho), carrinho pra passear muito com o papai e com a mamãe e sling.

Mesmo saindo pra comprar coisas pra ele, e achando tudo muito bonitinho vai me dando uma preguiça e acabo indo embora de mãos abanando. Só compro coisas se o Gleydin estiver junto, sozinha até hoje eu comprei uma roupinha e um sapatinho. Ainda bem que existem amigos pra nos dar uns presentinhos e facilitar a tarefa de fazer compras.

Meu minimalismo me faz acreditar que primeiro tenho que sentir a necessidade pra depois comprar certos itens.

Uma pergunta muito comum que nos fazem é se agora iremos comprar um carro. Minha resposta padrão é: "Não digo que sim nem que não; por enquanto não, mas se a gente sentir a necessidade de ter um carro a gente pode até comprar um". Isso causa estranheza na maioria das pessoas, brasileiros e canadenses.

A questão precisar é muito subjetiva. Uma amiga não brasileira me disse que eu preciso de uma "bouncing chair" (exemplo). Não nego que pode ser útil, que tenha sido muito bom para ela, mas daí a precisar são outros quinhentos. Precisar pra mim é ser indispensável. Bebê precisa de leite (materno ou fórmula), fraldas, roupas, termômetro e amor. O resto é pra facilitar a nossa vida, se eu não achar que a minha vida está se tornando difícil sem a tal cadeirinha de balançar eu não vou comprar e pronto.

O neném vai sofrer por esta minha decisão? Não ele não conhece a tal da cadeira, todos nós sobrevivemos sem isto, meus sobrinhos se criaram felizes e saudáveis sem. Então eu não preciso, posso querer, posso achar legal, posso decidir comprar, mas precisar eu não preciso e pronto!

Isto vale para carro, microondas, abajur do quarto do neném, enfeite de porta e tantas outras coisas que já ouvi serem indispensáveis.

Moral da história: continuo com preguiça de comprar e preferindo experimentar a dificuldade antes de partir para compras emocionais.

Ps.: Pra quem está se perguntando: sim é verdade não temos microondas e adivinha? Até agora não nos fez a menor falta, no Brasil ele só servia pra esquentar leite mesmo.

3 comentários:

Simone disse...

Oi Silvia, voce é figura mesmo kakaka olha de tudo isso que vc escreveu aí que falam que precisa realmente nao precisa, eu nao tinha microondas no Brasil, nem abajour no quarto da Lana etc e tal, mas um carro ... ah! esse nao precisa mas faz uma falta com criança kakakakakak.

Dani e CM disse...

Silvia, tudo bom?
Adoro o blog de voces.
A verdade é que hoje existe tanta coisa para crianças , e muita gente fala que sempre precisa que se olharmos para tras como vc mesma falou, todos nós fomos criados sem isto e nem por isto fomos infelizes ne?
Nós vamos chegar ai em março (em Calgary , mas ja planejando no primeiro finde ir a Vancouver) e não pretendemos ter carro logo nao...so se tiver necessidade.
Ah e o microondas aqui tambem so serve pra esquentar leite tambem hehehe

Tudo de bom para vcs 3

Danielle

Chocólatra disse...

gente, tb nao temos microondas há mto tempo, acostumamos a viver sem o bichinho! Vc já está de 8! Como passa rápido!!!
beijo