quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Tem coisas que...

...Pelo visto a gente ainda se espanta. A cantilena:

- compramos um desses limpadores de banheira que vem com um suporte bacanão, preparado pra receber os paninhos - também bacanões - e que facilita pacas a vida na hora de tirar aquelas cracas. Evita que a gente fique agachando e tals, uma maravilha pros meus joelhos;

- vínhamos felizes usando o equipamento e de repente cadê os pacotes com os paninhos no supermercado? "Ahhh não... Isso deve ser muito popular. Deve 'tá é em falta mesmo.", pensamos. Passou uma semana, nada; um mês, nada; dois, nada...

- eis que então resolvo escrever pro fabricante, meio naquelas de "hmmm... Esses e-mails de atendimento ao consumidor e blá-blá-blá...", descrença total. Só perguntei o que tinha acontecido com o produto; como já havia me prevenido, devolveram uma daquelas automáticas (odeio coisa automática): "sua mensagem é muito importante pra nós. Seu caso é #928121169." SACO!!!

- passaram-se umas 3 semanas e 'tava lá procurando um documento na minha caixa de mensagens e me deparo com o dito cujo. "Vou é mandar uma resposta em cima dessa". Aí sim recebi uma mensagem de uma pessoa de verdade (no outro dia) dizendo que não era pra me preocupar que a "Linda" era o robozinho que respondia as mensagens. Rererererere... Escreveu também que o tal do produto havia sido descontinuado no Canadá em meio a vários "sorry". Por fim, pediu que verificasse minha caixa de correio - aquela que vem carta de papel, sabe, tem gente que ainda usa - em alguns dias que iriam mandar uns cupons.

- cupons? 'Tô aqui pensando que o cara iria me indicar outra coisa e tals e o cara vem me falar de cupom? Cupom = desconto: foi a primeira coisa que veio à mente. Coisinha mais inútil é tentar empurrar goela abaixo um produto com uns "cuponzinhos" de desconto. AFFF... Mandei uma mensagem agradecendo o esclarecimento e também mencionei que "foi até bom saber que agora não vou mais precisar procurar os produtos deles em lugar algum". :-O

- uns 2-3 dias depois apareceu um envelope meio acinzentado por lá. Não é que os caras mandaram um cheque com o valor do produto pra nós? Escreveram que é importante manter os consumidores satisfeitos e pediram desculpas de novo (estilo canadense) pelo incômodo. Acho que a carta impressa foi a "Linda" também que mandou. :-)

Fiquei matutando: quando é que eu pensaria que uma coisa dessas pudesse existir? Sim, não é uma fortuna, mas é bom ser respeitado. E a cara de espanto quando eu vi o cheque? Rererererere... Quem não chora não mama, certo?

Abraços!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

A Mulher que não Gosta de Fazer Compras

Era uma vez uma mulher que não gostava de fazer compras.

Durante sua infância este “transtorno” de personalidade foi bem escondido pelo fato de ser a mais jovem de três irmãs. Na sua memória poucos são os episódios de ter sido arrastada pela mãe para comprar roupas ou sapatos, na maior parte do tempo conseguia ter uma das irmãs acompanhando a mãe e herdar a maior parte de suas roupas.

Na adolescência, por afinidade, relacionou-se com garotas do mesmo estilo (ou falta de estilo como algumas Patricinhas colocariam). Não ficou livre se rótulos e comentários preconceituosos por isto, mas sobreviveu e foi feliz.

Lembra-se com clareza de dois comentários do pai: “Dei sorte, minhas filhas são muito baratas pra manter” e “Tu não tens necessidade de andar vestida deste jeito”. Um exaltando e outro execrando a maneira desligada dela vestir-se.

De maneira alguma isto significava que ela não gostasse de se arrumar, muito pelo contrário. Talvez esta expressão possuísse apenas um significado diferente em seu vocabulário. O que lhe incomodava eram as lojas lotadas, perder horas e horas em que poderia estar fazendo outra coisa, experimentar 20 peças para encontrar uma que goste, opiniões “sinceras” de vendedores, opiniões não solicitadas de vendedoras... E o mais frustrante de tudo, achar o item perfeito depois de ter perdido uma tarde inteira fazendo algo que não lhe dá prazer, só para descobrir que está fora de seu orçamento. Porque é lógico, que o que ela escolheu é o item mais caro da loja.

A mulher que não gostava de fazer compras ainda não gosta e é vista como um E.T. por algumas de suas amigas mais chegadas. O problema é que agora ela percebeu uma mudança sobre a qual não possui controle algum. Ela está grávida de 5 meses e meio. Ou seja, a partir de agora ela é a responsável não apenas pelas suas compras, mas também pelas compras do neném. Vale dizer que até hoje a criança possui apenas uma roupinha e um sapatinho comprado pela mamãe.

E assim, a mulher que não gosta de fazer compras precisa aprender a tirar prazer desta atividade. Ou seu bebê nasce sem ter nem ao menos seu quarto montado.

Talvez virar naturalista seja uma boa opção, ou quem sabe viver de luz (assim se evita o supermercado).

Beijos de uma futura mamãe sofrendo por antecipação por um enxoval ainda não iniciado.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Eu tuito, tu tuitas, ...

Caramba!!! Acabei a 2a temporada de "Heroes" em uma lapada só (na verdade 3). Até que não é tão ruim assim. Mais uma escravização pra conta.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Eu tuito, tu tuitas, ...

Um dia eu era feliz; aí veio a Sra. Lauffer e me apresentou o MMs de amendoim. Hoje sou feliz e viciado nesse troço! :-)

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Fotos Curiosas (Parte 17)


Eu me considero um nerd. Convicto. Não sou daqueles que sabe até a data de nascimento de todos os personagens de "Guerra nas Estrelas" e nem falo Klingon. Mas é vendo umas dessas que comprovo que tenho um loooooooooooooooooongo caminho a percorrer. :-)

Pra quem não ligou o nome à pessoa, clica aqui.

Abraços!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Ao Leitor com Carinho by Silvia

Resolvi escrever respondendo uma pergunta de um de nossos leitores. Digamos que é algo bem incomum vindo de mim, sou "egoísta" e escrevo quando eu tenho vontade e sobre o que eu tenho vontade, deixo o Gleydin responder aos inquéritos (rerere).

Mas como a pergunta foi sobre um assunto delicioso que está tomando conta de todo o tempo e espaço livre que meu cérebro ainda tem, vou abrir uma exceção.

Chocólatra perguntou sobre "parteira" e gravidez:

Bão, vamos por partes. Sim, nós estamos satisfeitos com a nossa médica. Também conhecemos gente que não gosta dela, e alguns amigos que não gostam de médico "lato sensu". Outra coisa que eu sempre falo, nós somos pessoas extremamente saudáveis, graças a Deus, então as possibilidades de desapontamento e frustração são bem pequenas.

Assim que tu chegares nós te passaremos os contatos dela sem problema nenhum.

Quanto as semanas do Liam (lê-se Líam e não Liã), ele está com 21 semanas e meia e crescendo junto com a mamãe. Agora já dá até pra sentir que estamos grávidos. Pena que ele faz greve e quando o papai chega perto ele para de mexer; deve ser uma questão de personalidade mesmo antes de nascer ele já gosta de zuar o papai (rerere).

Quanto a achar uma "parteira" não. Eu sou muito brasileira e medrosa pra usar este tipo de serviço. Meu negócio é médico mesmo, hospital, anestesia... Claro que existem parteiras aqui que fazem o parto no hospital, mas caso a dor seja maior do que eu consiga agüentar nada de optar por uma periduralzinha básica, ou seja, não é pra mim.

Já peço desculpas antecipadamente pra quem gosta da idéia de ter filhos em casa, mas pra mim isso não serve. Concordo em gênero, número e grau com a nossa médica de família (que não é obstetra): em 90% dos casos não acontece nada e o neném nasce de maneira natural mesmo, mas como que eu vou ter certeza que não sou parte dos outros 10%? Melhor não arriscar, ainda mais sabendo que o maridinho amado nasceu com 4 quilos e meio.

Resumindo, já tenho obstetra sim, embora não seja ela que vá fazer o meu parto, porque ela também está grávida com o neném nascendo coisa de 2 semanas antes do nosso. Já sei, isto assustou pelo menos a metade dos nossos leitores: "Como assim ela está fazendo o pré-natal já sabendo que a médica não vai fazer o parto dela!!! Esta mulher é louca!!!" Talvez eu seja mesmo, quem sabe...

Talvez a tranquilidade do Gleydin é contagiante e eu tenha ficado mais zen depois de tantos anos de convivência. Mas o fato é o seguinte, vou fazer parto normal, que pode demorar um bom bocado. Na maternidade que o neném vai nascer os médicos fazem um sistema de plantão de 24hs, porque alguns deles já tiveram que ficar 72 horas no hospital esperando um parto e perceberam que é melhor ter um médico descansado que tu conheceste apenas uma vez, em uma reunião, do que o teu médico de confiança tropeçando de sono. Ou seja, esteja a obstetra saindo de licença ou não, a probabilidade de eu ter ela de plantão no dia que o neném resolver nascer é de 1 pra 6, então não faz muita diferença.

Médico não me tranquiliza, tem só duas pessoas que conseguem fazer isto, o Gleydin e o meu pai. Meu pai não vai estar na sala de parto comigo mesmo, logo, a única pessoa que eu faço questão que esteja lá é o Gleydin, o resto é coadjuvante. Estando dentro do hospital para caso algo aconteça ter pra onde correr me basta.

Outra curiosidade, minhas amigas canadenses me perguntaram se meus pais vão estar presentes no parto já que eles virão. Eu com toda a minha delicadeza respondi que isso era coisa de gringo não era pra mim. Elas racharam o bico de rir.

Bão, espero que tenha sido informativo o suficiente. Se não foi aqui vai um link para o livreto que o governo de BC distribui Baby's Best Chance.

Outro link interessante é o do hospital, pra quem mora em Vancouver é claro, BC Women's Hospital.

Agora uma fotinha do Liam com 19 semanas e uma da pança de mamute que carrega o Liam com 21.

19 semanas

21 semanas

terça-feira, 18 de agosto de 2009

O dia que (não) andei no metrô novo...


Lá fui eu todo empolgado com a inauguração da nova linha de metrô na segunda passada. Não era só eu o empolgado. Quando cheguei na estação terminal, devia ter coisa de umas 2.000 pessoas na fila... Ahhh... Esqueci de falar que era de graça.


É claro também que tinha toda a "motivação" de se andar no primeiríssimo dia. BLÁ!

Acabei voltando pra casa de ônibus! :-(

P.S.: a primeira foto sim, foi hoje a minha estréia na linha nova. ÊÊÊ!!! É bem bacana o trem novo.

Abraços!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Fotos Curiosas (Parte 16)

Fomos ao Hockey Hall of Fame em Toronto (sim, fomos a Toronto já faz um tempinho) e em uma parede cheia de pucks, olha o que 'tava lá:



Bom, nem tão curiosas assim, mas é que provavelmente pouca gente que passa por aqui lembra de coisas que aconteceram lá pelos idos de 1989. Ou não dava bola mesmo. Rererererere...

Abraços!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

PFF (2)

Marie Curie - Como é a vida de um "eco-chato"?

Gleydson - Deve ser chata pacas! Rererererere... Dá um pouco mais de trabalho, mas recompensa. E olha que eu fico me chamando de "eco-chato", mas perto de alguns eu sou um mero batedor de carteira. Com toda essa parafernália criada por conta do "aquecimento global", acho que temos que fazer o mínimo pelo menos pra ajudar nossa casinha a não torrar de vez. Ajudar a natureza de uma forma geral não vai fazer mal a ninguém! Em Vancouver existem alguns, digamos, "incentivos" pra que você comece a ser um "eco-chato". Na maioria dos supermercados que você vai, eles te cobram a sacola; se você compra um refrigerante envasado em garrafa plástica, eles te cobram; se você compra uma cervejinha na "liquor store", eles te cobram o casco e/ou a latinha. O incentivo é que se você retornar as garrafas e latas eles te devolvem a grana. São centavos, é verdade, mas de que outra forma eles te dariam motivo pra ser "eco-chato"? Mexendo no órgão que mais dói no corpo humano: O BOLSO! Sem contar que existem lugares que você pode retornar praticamente qualquer tipo de embalagem pra reciclagem. Não se esqueça também que tem uma casquinha cobrada a mais também no combustível. MAS, se você opta por comprar um carro híbrido, você ganha um descontinho do governo. O seu passe mensal de ônibus entra no imposto de renda pra engrossar a restituição.
Pra não falar que é firula de brasileiro metido "do estrangeiro" (Rererere...) no Brasil mesmo eu já tinha comigo várias medidas dessas, como por exemplo separar os recicláveis e não jogar pilhas e baterias no lixo comum.
Recomendo muito uma olhada no filme do Al Gore - An Inconvenient Truth - (assustador!!!) e uma visita na página do cara - Climate Crisis -, especialmente na parte onde ele resume o que se pode fazer a respeito - Climate Crisis: Take Action. São desde coisas simples como fechar a torneira enquanto lava a louça até comprar somente produtos colhidos o mais próximo possível da sua residência. Mas aí você me diz: "mas é muito mais caro!!!" Claro que sim! Exatamente porque o produtor local não tem as mesmas boiadas dos grandões que podem colocar seus preços lá no chão. Se todo mundo começar a comprar local, a demanda aumenta junto com a produção e o preço cai.
E aí? Vale ou não vale a pena fazer uma forcinha e começar a ser um "eco-chato júnior"?

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Ao Leitor com Carinho

Olá pessoal! Tudo bem com todo mundo?

Depois de um "período eufórico blogal", veio a calmaria. Tomara que embale de novo. :-) Aproveitar pra dar umas palhinhas a vocês que com muita paciência e só com um pouquinho a mais de boa vontade deixam um comentário vez em quando. E alguns desses ainda deixam umas perguntinhas. A saber:

A Chocólatra perguntou o que é que se faz no verão por aqui: olha, Chocólatra... A melhor pergunta seria: o que NÃO se faz no verão? :-) É tanto festival, passeata, festa, praia, caminhada, parque que, falando sério, chega no fim de semana e fica complicado focar no que se vai fazer. E é tanta gente nessa cidade nesse período que fica tudo mais vivo ainda! Parece um formigueiro essa Downtown. No verão de 2010 você me conta. ;-) Semana passada, por exemplo, 'tava rolando o festival japonês, o campeonato de fogos de artifício e as olimpíadas da polícia e dos bombeiros.
Outra coisa que influencia muito é que o povo vancouverite é muito "outdoorsy", i.e., faça chuva, sol, neve, vento, tempestade de raio, que o povo 'tá na rua. Você abre a janela 6:00 da madrugada no inverno (!!!) e tem gente fazendo cooper. Sim, as pessoas aproveitam muuuuuuito mais, levando ainda em conta a questão que lá fora você 'tá seguro. Sorveteria? Aos montes!!! ;-)
Outra cosita, antes que me esqueça: o PIOR verão da minha vida foi exatamente na cidade de Porto Alegre, em janeiro de 2006: sem vento, chuva, ar condicionado... E olha que já morei no Rio também e nunca vi nada igual. No Rio sempre tem aquela brisa gostosa. Em "Forno Alegre" só o mormaço. AFFF...

A Luciana e o Marcelo, conterrâneos lá de Brasília também fizeram uma perguntinha a respeito do verão: sim!!! A temperatura desse lado é maravilhosa pra quem ama o frio! Rerererere... Eu sou um amante passional! Me faz bem demais... Exatamente o oposto do calorão. Neeeeemmm... O melhor é que em Vancouver não faz o frio absurdo de Toronto e nem o calorão monstro de Nova Iorque, pra citar essas duas. Claro que, de acordo com nosso último post, o bicho pega, mas em um verão de 3 meses você ter 1, 2 semanas com esse incômodo não dá nada. Só que o detalhe desse ano é que 'tava úmido também. Teve até tempestade de raio!!! Sei que vários recordes de altas foram registrados Colúmbia Britânica afora. Já passou. Reza a lenda que 'tá pintando outro "El Niño". Vamos ver.

Minha amiga Ravs pediu pra arrumar uma foto da tal da "ViseiraZilla": Rav, minha querida amiga, passamos perto de arrumar uma. Rererererere... O Guto e a Luciene viram, depois eles te dão os detalhes. Fica meio estranho eu apontar a câmera pra uma dessas e lascar uma foto. Rererererere... A caçada continua. Obrigado pela assiduidade, viu. Parabéns pelo neném por aqui também!!!

A Flávia fez duas perguntinhas: a chuva e as gangues: sobre a chuva, Flávia, eu fiz um postezinho uns tempos atrás - "Mas... E a chuva?!?" Espero que esclareça. ;-)

Das gangues, te digo que no começo desse ano tinha uma guerra rolando. Se não me engano o saldo ficou em 11 vítimas, o que confere a Vancouver o título de a cidade mais violenta do Canadá. É verdade.
Não se preocupe que isso é muito localizado; pelo que vejo nos jornais, todos esses crimes foram "à lá" máfia mesmo. É o chefe que toma o controle do outro, que toma do outro, que toma do outro... E 'tá tudo relacionado ao tráfico de drogas. Sim!!! Não é o paraíso na terra. Rerererere... Brincadeiras à parte, vez ou outra isso vai acabar acontecendo, infelizmente. Enquanto existir gente usando, vai existir gente vendendo. E Vancouver é um dos maiores portos de entrada de mercadorias da América do Norte, então você já pode imaginar que outros tipos de bens de consumo entrem com maior liberdade por aqui também.
Volto a repetir: não se preocupe! A principal diferença da criminalidade no Brasil pra cá é que raramente você vai ouvir falar de um crime contra a pessoa. Agora, gente invadindo casa, quebrando vidro de carro e roubando loja sempre vai ter. E qual a finalidade? Adivinha pra comprar o quê?

Obrigado pessoal pelos minutinhos dispensados pelo nosso bloguezinho. Obrigado mesmo! E lembrando que são os comentários de vocês é que impulsionam discussões e dão mais combustível pra gente continuar escrevendo. Comentem à vontade. Quanto mais, mais.

Abraços!

terça-feira, 28 de julho de 2009

O Calor

Nós já comentamos várias vezes que não somos muito fãs de calor.

As pessoas aqui nos perguntam: "Como vocês saíram do Brasil um país quente para vir morar no Canadá? Vocês devem sentir muita falta!"

Eu sempre disse que calor é bom nas férias. Até ser corrigida, muito propriamente diga-se de passagem, pelo Gleydin: "Calor é bom nas férias quando se está na praia." Assim como as pessoas se assustam muito com o frio daqui, também não acreditam no calor que pode fazer no verão. Então resolvi dedicar este poste a ele, O CALOR.

Vancouver tem temporaturas mais amenas que o restante do país, com bem pouca variação. É bem verdade que a média do verão é em torno de 25 graus, mas isto não significa que não faça umas 2 semanas de verão escaldantes. Sorte que pra isto existe ar condicionado.

Esta semana a coisa está muito mais quente do que gostaria, aí vai uma pequena amostra de como as coisas andam por aqui (reparem no "feels like"):



Temperatura em Vancouver via Weather Forecast

Até mais!

sábado, 25 de julho de 2009

Complementando...


Obrigado a todos pelos "parabéns"! Só quero aproveitar pra colorir a postagem da Sílvia a respeito do neném.

Essa é a primeira foto do rebento. É de maio e o bichinho era do tamanho de um amendoim. Que lindo!!! ;-)

Abraços!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

PFF* (1)

Tyler Durden** - É verdade que no verão o pessoal aí anda com máscaras de soldador na rua?

Gleydson - Olha Tyler, isso não é um "fenômeno" exclusivo do verão não. Na verdade algumas pessoas tem verdadeiro horror a sol, ao contrário da maioria que fica babando por cada segundo extra do lado de fora. Então, se o dia estiver claro, só isso basta pra observarmos essas "peculiaridades" pra todo lado. E aquelas "proteções" não são máscaras de soldador não. Rerererere... Na verdade são umas viseiras gigantescas que servem também como uma espécie de óculos escuros. Claro que não deixa de ser engraçado ver umas velhinhas com aquilo na cara. Você fica só esperando aparecer o maçarico. Rerererere... Acho que o guarda-chuva ainda fica melhor.

* PFF = Perguntas Frequentemente Feitas, ou as famosas "FAQ".

** Os nomes foram trocados para preservar a identidade dos envolvidos. :-P

Abraços!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Fotos Curiosas (parte 15)


Ninjas only. :-P

Abraços!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Impressões por Silvia

Bom, meu maridinho lindo fala que eu abandonei nosso blog. Ele tem razão.

Faz um tempão que não passo por aqui, ando com muita coisa na cabeça e sem muita paciência para parar e escrever algo. Outra questão é que a rotina se instalou e como escrever no blog não faz parte da minha rotina acabou ficando pra depois.

Vou falar de algo bem mundano. Minhas impressões nestes dois anos de Canadá. O Gleydin já fez a sua bastante abrangente comparação entre os dois países. Nosso amado verdelindo e nosso escolhido Canadá. Minhas impressões serão mais pessoais e poderão aborrecer muita gente. Já me desculpo por antecipação, aos que acompanham o blog desde o começo sabem que minhas intenções sempre foram colocar minhas impressões pessoais. Aos nossos novos leitores, vocês irão notar uma diferença talvez gritante no estilo e abordagem.

Comida

Adoro este tópico, além de ser muito amplo e pessoal, é gostoso. Digo e repito, não tenho problemas com esta criança. ‘Tá certo que abril e maio foram meio sofridos para mim, mas por motivos outros. Tenho a minha panela de pressão pra fazer feijão quando estou com paciência. Sinto falta sim de frituras, do bolinho de bacalhau, bolinho de arroz, bolinho de batata, croquete, pastel... mas todos estes eu sei fazer, só não faço pela danada da cozinha americana. Sempre detestei ficar com a casa cheirando a comida, cado louco com a sua mania.

Confesso que ultimamente estou preferindo comer em casa, fazer uma comidinha simples mesmo do que sair pra comer. Bate aquela vontade de comer um carreteiro, uma galinhada... Isto tudo sei e bem direitinho (perguntem para o Gleydin), mas se não fizer a vontade também passa.

Quanto a qualidade das coisas. Carnes e leites são mais gostosos no Brasil, sem dúvida. Agora descobrimos um leite orgânico e local (caro pra chuchu) mas que é mais gostoso. Descobrimos também um restaurante vietnamita que faz arroz com peixe frito, muito bom, dá até pra enganar.

Falando de frutas a coisa já muda de figura, infelizmente no nosso Brasil o melhor vai para exportação. Credo, como as frutas no Brasil estão feias, não me deu vontade de comer nem maçã quando estava lá. Verdade que na feira em São Paulo as coisas já melhoram muito, mas fiquei lá só 2 dias, então não deu pra matar a saudade ou apagar a má impressão do Sacolão e do Supermercado. Confesso que matei a saudade da banana prata, a única que gosto.

Saúde

Ah! Minha saúde...

Bom, aproveitando a oportunidade de falar sobre saúde vou dar a notícia. Estamos grávidos e saltitantes.

Como sempre falo para o Gleydson, “não sei se a gente dá muita sorte ou o pessoal quer um psicólogo no lugar de um médico” (desculpem a franqueza). Até agora não tenho do que reclamar dos nossos médicos.

Eu sempre fui acostumada a ter um clínico geral no Brasil, então o fato de não me mandarem ou não poder escolher um especialista livremente não me incomoda. Meu médico em Uberlândia já me tratou de picada de inseto, crise de sinusite, infecção respiratória, vômitos, insônia e por aí vai. Quando ele não conseguia resolver o problema ele me mandava para o especialista (ex.: remover minhas amídalas).

Quantas vezes no Brasil já fui em especialista ruim e “genérico” bom, então não reclamo não. Já tive que usar o SUS da pátria amada e, cá entre nós, ainda bem que existe! Mas não dá pra comparar o SUS com o plano de BC (que não é gratuito pra quem pode pagar). Digo ainda bem que existe porque no SUS não se dá aspirina pra paciente de câncer e manda ele pra casa porque ele não tem plano de saúde (coisas que acontecem no nosso vizinho aqui do sul).

Estou fazendo o meu pré-natal aqui. Muito tranquilo. As brasileiras amigas minhas ficam doidas quando eu falo que o padrão aqui é um único ultrassom entre 18 e 20 semanas de gravidez, onde eles já fazem o morfológico. Confesso que eu também estranhei, queria saber se estava tudo bem, se o neném estava se desenvolvendo. Minha médica é brasileira, então ela pediu um ultrassom com 9 semanas pra ver como estavam as coisas e averiguar a idade do até então embrião (agora ele foi promovido, já é feto).

Quanto a impossibilidade de fazer cesariana. As coisas não são bem assim, eles não te dão a opção de cesariana, mas se der qualquer complicação eles abrem e arrancam o bebê lá de dentro mesmo. Temos a opção de um parto 100% natural (acho que não consigo) ou com uso de anestesia, gás do riso, entre outros analgésicos, e isto é escolha da mãe.

Não é como nos EUA, pelo menos não no hospital que eu vou ter o neném. Nada da família inteira assistindo a tu te estribuchar. Mais uma vez a escolha é da mãe, se ela quiser o pai do neném pode estar presente (o que eles aconselham), além do pai, ela pode ter mais um adulto a sua escolha. Digo adulto porque se você tiver outros filhos e quiser que eles participem não há restrição nenhuma, mas repito, a escolha é da mãe (desculpa papai).

No mais graças a Deus somos muito saudáveis, logo nunca tivemos problemas. As chamadas “walk-in clinics” normalmente têm uma espera de 20 a 30 min. Nunca enfrentei mais que isto e sempre fui muito bem atendida.

Idioma

Não tenho problemas com esta criança. Sei que é bem complicado para as pessoas que chegam aqui sem falar nada, mas minha dica é a seguinte: não tenha medo de errar. Errando a gente aprende. Agora estou numa fase de pegar as sutilezas das coisas. Coisas que são certas gramaticalmente mas soam mal pra caramba no ouvido dos nativos.

Outra questão interessante é que o sotaque aqui de Vancouver é bem diferente dos que eu já conheci nos Estados Unidos. É engraçado ver eles não entendendo americano, australiano e britânico, me sinto até bem! kkkk...

Adoro línguas e sempre fui fascinada pelo inglês, ou seja, sem traumas ou reclamações. Diria que melhorando a cada dia. A parte que me deixa um pouco nervosa é filtrar as ligações que vão para o meu chefe. Quando as pessoas chegam a mim muitas vezes já estão estressadas pela recepção ou pelo simples fato de não conseguirem falar direto com ele. Já tive que dar uns esculachos numas figuras, é brabo fazer isto em outra língua, mas acabou dando certo.

Trabalho

Só duas observações:
1. Gosto do meu trabalho; e,
2. Prefiro chefe canadense.

Finaleira

Escolhemos esta cidade para viver e estou feliz com a nossa escolha. A vida pode nos levar para outros lugares, mas me sinto em casa. Quando vou ao Brasil tenho muita vontade de voltar para a casa (nosso apartamentozinho), aqui me sinto feliz e aceita.

Estou construindo boas amizades e morro de saudades das que ficaram no Brasil. A família vai ser meu calcanhar de Aquiles eterno, não dá pra não sentir falta e lamentar a distância de vez em quando. A saudade aperta tanto que até doi, mas só fazer minha mãe aprender a usar o computador já valeu a pena a mudança.

Trazer nosso neném ao mundo sem apoio próximo assusta, mas também não apavora. Ou sou doida ou muito tranquila mesmo, não acho que seria muito diferente se estivéssemos no Brasil, afinal nunca moramos próximos aos nossos pais. Sempre fui da opinião que quem tem que cuidar de filho é pai e mãe, aqui apenas não teremos outra escolha.

Uma pergunta que ouço muito: "Tu vais ter o teu filho no Brasil ou no Canadá?" Gente, não tem nem que perguntar. Minha vida é aqui. Além de eu ter que me acostumar com as coisas como elas são aqui tem o fato de que a criança adquire dupla nacionalidade imediata. Se nascer no Brasil, tem que passar por todo o processo de imigração, já que não somos cidadãos canadenses.

Até a próxima só Deus sabe quando.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Canadá x Brasil ou Brasil x Canadá (ano II)

Quero manter pelo menos essa tradição blogal... Ano passado teve também, pra quem quiser comparar. Já vão quase 3 anos, eu sei, mas antes tarde que mais tarde. :-P

Trabalho

Depois de quase 2 anos de empresa, carteira assinada e tudo mais, não tenho absolutamente nada do que reclamar. Momentos de tédio e excesso vão existir em qualquer lugar. Os excessos aqui são raríssimos, devo mencionar. E, apesar da baixada que deu na receita da maioria das empresas da América do Norte no geral, nossa empresa tomou medidas muito bacanas pra evitar aquelas demissões em massa. Essa é fácil:

Brasil 0 x 1 Canadá

$$$ (e/ou Bancos)

Em termos de grana, números, incrivelmente eu ganho MENOS no Canadá. Mas, como costumo repetir e repetir, prefiro ganhar 1.000 aqui que 2.000 no Brasil; o capim canadense tem maior poder de fogo; certeza de muito mais diversão com menos. Reitero: estamos falando em termos de números! Nada de conversão.

Bancos? Continuo evitando, mas das vezes que precisamos ter um atendimento mais pessoal, foi mole mole. Nossa gerente é uma excelente profissional, sempre confere com a gente se precisamos de alguma coisa. Quando é que o gerente do seu banco ligou na sua casa pelo última vez no Brasil? 'Tá, se você tem 1 milhãozinho pelo menos na conta, pode ser que tenha tratamento diferenciado. Definitivamente (ENFATIZO!!!) não é nosso caso. Rererererere... Mais um golzinho:

Brasil 0 x 2 Canadá

Dia-a-dia

Tranquilidade! Sem trema! :-) Liberdade, segurança. Você tem a certeza que o imposto que 'tá pagando 'tá sendo investido. E olha que aqui o troço é progressivo! Quanto mais se ganha, mais se paga. Retido na fonte que nem no Verdelindo. Rerererere... Devo informar-lhes que nunca paguei esses valores com tanto gosto!

Falando em violência, apesar de uma guerrinha de gangues que rolou aqui no começo do ano, a área metropolitana de Vancouver continua anoz-luz à frente de qualquer cidade de mesmo porte do Brasil:

Brasil 0 x 3 Canadá

Comida

Isso é pessoal demais, né? Difícil comparar gostos, temperos e sensações de um assunto tão vasto. Ainda mais quando se está disposto a experimentar o que vier pela frente. Recentemente estivemos no Brasil e devo confessar que só sinto falta de todas as guloseimas assim que ponho o olho nelas: coxinha, mandioca frita, churrasquinho da rua, pão na chapa da padaria, etc, etc e etc. Se tenho vontade de comer isso em Vancouver? Desde que não esteja na minha frente, não! Rerererere... Gol pra cada lado:

Brasil 1 x 4 Canadá

Trânsito

Trânsito? Onde? :-) Moramos no miolo da cidade, pra começar. Não temos carro por opção e não pretendemos ter tão cedo; quando queremos dar uma escapulida, alugamos que fica bem mais barato.

Fecha a cortina!

Abre a cortina!

Nessa nossa ida ao Brasil, meu Deus... Como o pessoal é dependente de carro!!! Mas não é porque não queiram usar o transporte coletivo, é porque é muito precário mesmo! Viver em uma cidade que nem Uberlândia, sem carro, é um pé no saco. Tem que tirar o chapéu pr'aqueles que se aventuram nos ônibus todos os dias por lá. AFFF...

Fecha a cortina!

Uma conclusão besta: não importa que trânsito você está, sempre tem os nervosinhos por qualquer besteira, impressionante. O cara demora 1.32 segundo pra arrancar no sinal verde e já leva um buzinaço. Bem, aumentando a goleada:

Brasil 1 x 5 Canadá

TV (Programação)

Continuamos sem TV. E sinceramente não sentimos falta... 'Tá fazendo até bem. Tenho mais tempo pra jogar videogame! Rererererere... O futebolzinho? Sim!!! Tem umas boas almas interneteiras que transmitem praticamente todos os jogos que quiser. Agora sim é que não sinto falta alguma de televisão e sua programação. Continuamos baixando nossas séries favoritas, pegando filmes na biblioteca e indo ao cinema. Então, não fede e nem cheira:

Brasil 1 x 5 Canadá

Sistema de Saúde

Saúde é "de graça" no Canadá? Obviamente não. 'Tá embutido naquele din-din retido todo mês lá no holerite. Mas no Brasil funciona exatamente do mesmo jeito, né? Pois é... Só que você tem que pagar um por fora se quiser um tratamento mais decente; olha só... Aqui na nossa província TAMBÉM tem que pagar um extra. Hmmm...

Graças a Deus somos pessoas saudáveis; o que geralmente o pessoal reclama é do atendimento. Devo dizer que nunca fomos mal atendidos aqui, muito pelo contrário. Já no Brasil, muito médico fica fazendo cara feia porque recebe uma merreca dos planos de saúde, reservando até horários especiais pra quem é conveniado.

Existem todos os tipos de experiências, mas uma coisa é certa: no Canadá, o governador da província, o primeiro ministro, o atendente do 7/11 e o CEO da minha empresa vão frequentar (sem trema) exatamente os mesmos hospitais e clínicas. Se isso não é uma baita vantagem, para (sem acento) que eu quero descer.

Brasil 1 x 6 Canadá

Política

Esse assunto vai loooooooooooooonge... Nem vou ficar chovendo no molhado. Todo dia temos uma "novidade" dessas dos nossos representantes brasileiros... O Canadá não 'tá livre disso não; um dos ex-primeiros ministros 'tava na berlinda um dia desses se explicando porque é que tinha embolsado um qualquer de um lobista. Enfim, política é política e vice-versa:

Brasil 2 x 7 Canadá

Família/Amigos

É... Eles continuam sendo o tendão de aquiles de morar longe; a gente na verdade já morava longe (São Paulo e Porto Alegre antes), mas agora 'tá bem mais longe. :-P Se quiser dar "um pulinho" nas Minas Gerais pra ver os queridos, precisa de pelo menos 4 dias só pra deslocamento. Vem pra cá, gente!!! Apesar que a nossa vida social 'tá cada vez mais agitada; fizemos ainda mais bons amigos nesse ano que passou, graças a Deus, mas o "grosso" ficou mesmo pra trás:

Brasil 3 x 7 Canadá

Clima

Sol nunca foi a minha, digo, passar calor na rua naquela hora de ir trabalhar, sabe? Pegar o busão do lado da janela que 'tá batendo sol, 9:00 da madrugada, parado no trânsito... Não dá! Pra mim calor = férias e só. Até aqui quando chega na casa dos 30 e poucos graus eu já fico bufando. Isso é uma raridade, diga-se de passagem. :-))) Como é bom um friozinho... Ai, ai... Para a MINHA alegria geral da nação.

Brasil 3 x 8 Canadá

Idioma

O inglês vai entranhando cada vez mais na veia, as respostas já vem no "clique". Dificuldades ao telefone já são mínimas, dependendo mais agora só da qualidade da ligação mesmo. :-))) Mas, porém, contudo, todavia, entretanto, outrossim, não obstante, o português é presença quase constante na hora de maquinar as coisas mais complexas e os detalhes. Ainda! Olha que pra contar de vez em quando o inglês já 'tá "pulando" na frente! Rerererererere...

Brasil 4 x 8 Canadá

Serviços Públicos

Todo mundo 'tá careca de saber e ler que o Brasil precisa de uma desburocratização urgente! A Receita Federal brasileira é o melhor exemplo disso. Imagina vocês hoje preenchendo aquele troço à caneta e mandando via correio? Imagina quem tem que conferir aquilo? PQP! Não dá!!! Mas nosso órgão federal ainda é uma exceção, digno de citação como excelente exemplo. Agora você imagina tudo funcionando que nem a Receita Federal brasileira:

Brasil 4 x 9 Canadá

Praticamente o mesmo placar do ano passado. Um gol a menos pro Brasil somente no quesito "Sistema de Saúde". Uma pequena alteração no item "$$$ (ou Bancos)" que passei pra "$$$ (e/ou Bancos)". Também não quis aumentar os itens dessa vez. E o C.a.n.a.d.i.a.n.d.o. continua sendo a referência primária. ;-)

O que mudou na opinião? Quase que nada, eu acho. O Canadá continua sendo a nossa casa e é isso. Brasil, só a passeio. Nada pessoal, OK? Continuo amando nosso Verdelindo também. A raiz é muito forte.

Abraços!

Oui, nous avons!

Filme brasileiro no cinema em Vancouver!!! ÊBA!!! Hoje mesmo vimos "Verônica", filme com Andréa Beltrão que, como diz a Sílvia, não envelhece. O mesmo pro Marco Ricca. :-) 8/10. Caprichadinho o filme. Podem conferir.

Capricharam também no cinema, colocando umas proteções verde-amarelas em todas as cadeiras:

No vídeo que promove o Verdelindo, temos Iguaçu, Rio de Janeiro (claro!), Salvador, alguma cidade histórica de MG e alguma praia nordestina. Curti a iniciativa. Vamos vender o que há de melhor nesse Brasilzão, gente!!! "Brasil: Sensational!"

Vancouver 2nd Brazilian Film Festival - prestigiem!

Abraços!

domingo, 5 de julho de 2009

Fotos Curiosas (parte 14)


Peraí... Agora virou lei enfiar aquilo no cachorro?!?
Mas o pior é que ele até abaixa pra contribuir com o ato. Eu hein! Rerererere...

Abraços!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Mais Canada Day

Oi! Tem bastante tempo que não colocamos umas fotinhas no ar. Aproveitando o espetacular dia de sol que foi o 01/07, lá vai: passeio na beira-mar pra relaxar (MAIS!!!):



Pausa pro lanche(?). Essa bomba de chocolate 'tava sensacional!!! Abriram uma "boulangerie" perto da nossa casa que faz maravilhas com massas:

O lado bom da crise: esse jardim é resultado de uma construção que era pra ser. Os caras então cederam o espaço pra comunidade. Tem até milho plantado! Esquina da Davie com a Burrard, um dos lugares mais bizarramente caros da cidade:

Já na Granville Island, pausa pro lanche da Sílvia agora:

Festival de Jazz na faixa:

Andando e andando... E a bandeira tremulando. 'Tava um vento terrível.


Ela apareceu tímida ainda naquela hora da tarde:

As casinhas flutuantes do False Creek, estilo Amsterdam... Mora mal esse pessoal, viu!

Essas plantinhas parecem dentes-de-leão, mas são verdes e parecem a nossa mamona... Inutilidades! :-P

E que jeito melhor de se acabar o dia? Com capoeira do Mestre Barrãozinho, claro! Bem canadense! Rerererere:

Abraços!

terça-feira, 30 de junho de 2009

Ser canadense...

Aproveitando a onda do "Canada Day" amanhã, um texto de uma das figuras mais conhecidas da TV do Gigante do Norte - Rick Mercer - que eu traduzi com o maior prazer abaixo:

Canadian citizenship like winning 'jackpot': Rick Mercer

A cidadania canadense é como acertar a sorte grande: Rick Mercer

"Being Canadian means being lucky.

"Ser canadense significa ser afortunado.

There are almost seven billion people on this planet and we make up around 33 million of them.

Dos quase sete bilhões de pessoas nesse planeta, somos mais ou menos 33 milhões delas.

The odds of a random citizen on this earth being Canadian is about half of one per cent. It’s a long shot that delivers a hell of a jackpot. A citizenship, that for most of us, cost nothing to acquire, but yet is our most prized possession.

As chances de um cidadão da terra ser canadense são por volta de meio porcento. É um tiro no escuro que recompensa com um puta de um prêmio. Uma cidadania que, pra muitos de nós, não custa nada, mas mesmo assim é nossa posse mais premiada.

Being Canadian means we have freedom of mobility. If you want to change your name to a symbol and move to British Columbia — you wouldn’t be the first, you won’t be the last.

Ser canadense significa liberdade de ir e vir. Se você quiser trocar seu nome por um símbolo e se mudar pra Colúmbia Britânica - você não seria o primeiro e nem será o último.

Being Canadian means we can worship whoever and however we want.

Ser canadense significa que podemos adorar quem quisermos e como quisermos.

Which is why when we meet a member of the worldwide church of the Raelians (who worship a holy trinity of UFOs, extraterrestrials, and tantric sex), we shrug and say each to their own.

Tanto é que quando encontramos um membro da Igreja Mundial dos Raelians (que adoram uma santíssima trindade de OVNIs, extraterrestres e sexo tântrico), damos de ombros e dizemos que cada um na sua.

Being Canadian means that if your finger comes into contact with a band saw, you pop it in a plastic bag along with some ice, and it gets sewn back on for free.

Ser canadense significa que se seu dedo entrar em contato com uma serra fita, você o coloca em uma sacola plástica com gelo e o põe de volta no lugar de graça.

Being Canadian means that in some places there is now a five cent surcharge for shopping bags to encourage cloth bags.

Ser canadense significa que em alguns lugares agora existe uma taxa de cinco centavos por sacola plástica para se encorajar o uso de sacolas de tecido.

Don’t use these for a severed finger. In that case, pay the nickel and go with plastic.

Não use dessas para o dedo amputado. Nesse caso, pague os cinco centavos e vá de sacola plástica mesmo.

Being Canadian means we are each protected under the Charter of Rights and Freedoms.

Ser canadense significa proteção pela Carta dos Direitos e Liberdades.

In Canada, Harold can marry Samantha, Carol can marry Johann and Ahmed can make an honest man out of Frank.

No Canadá, o Harold pode se casar com a Samantha, a Carol pode se casar com a Johann e o Ahmed pode tornar o Frank um cara honesto.

Being Canadian means you can vote.

Ser canadense significa que você pode votar.

And when we do, governments come and governments go — and yet not a single shot is fired.

E quando votamos, os governos vem e vão - e nem um tiro sequer é dado.

Which is appropriate because in our nation’s capital, the Canadian flag flies proudly over a tower that we named Peace."

Deveras apropriado, porque na capital da nossa nação, a bandeira canadense está orgulhosamente hasteada naquela torre que chamamos de Paz."

Não chegamos lá ainda, mas estamos cada vez mais perto desse "jackpot". ;-)

Para o texto original, publicado no Metronews - AQUI.

Para a Torre da Paz - AQUI.

Abraços e feliz Dia do Canadá a todos!